Morre Dadá Figueiredo, um dos maiores nomes do surfe carioca, aos 61 anos
Surfista que começou com prancha de isopor na Barra da Tijuca foi campeão carioca em 1989 e eleito o melhor freesurfer do país em 1993.
O surfista Dadá Figueiredo morreu no sábado (24), aos 61 anos, em decorrência de uma pneumonia. Ele é considerado um dos nomes mais marcantes da história do surfe brasileiro e influenciou gerações de surfistas com seu estilo próprio.
Criado na Tijuca, na Zona Norte, Dadá começou a surfar ainda criança, nos anos 1970, com uma prancha de isopor na praia da Barra da Tijuca. Chamava atenção pelas roupas pretas e pelo visual punk, numa época em que a moda no surfe era o reggae e as roupas coloridas. Também foi baixista de uma banda de rock.
Profissional desde 1985, integrou dois anos depois a primeira edição do Circuito Brasileiro de Surfe Profissional. Foi campeão carioca em 1989 e, em 1993, foi eleito pela revista Fluir o melhor freesurfer do país.
Dadá também criou uma escolinha de surfe para iniciantes na Barra da Tijuca e as marcas Anti-Fashion e Necrose Social. Sua trajetória foi contada no documentário “Radical – A Controversa Saga de Dadá Figueiredo”.