Vereadora cobra prefeitura sobre demissões de médicos e contratos PJ em maternidades e no CER Leblon
Obstetras da Maternidade Maria Amélia estão em greve há mais de três meses. Secretaria diz que contratações só preenchem vagas abertas.
A vereadora Maíra do MST (PT) enviou nesta quarta-feira (4) um ofício ao secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado. Ela pede explicações sobre demissões de médicos e a troca de contratos com carteira assinada por contratos como pessoa jurídica (PJ) em unidades da rede.
As denúncias partiram de trabalhadores de unidades administradas por organizações sociais e entidades filantrópicas, segundo o Brasil 247.
Na Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Centro, obstetras e pediatras estão em greve há mais de três meses por reajuste salarial. Eles reclamam de contratações emergenciais com salários maiores que os dos efetivos.
Na Maternidade Alexander Fleming, em Marechal Hermes, profissionais contestam mudanças que podem substituir vínculos CLT por contratos PJ. Em junho, o Cremerj apontou falta de profissionais e problemas no abastecimento de remédios na unidade.
No CER Leblon, na Zona Sul, médicos de terapia intensiva teriam sido dispensados. A entidade que administra a unidade pretende contratar novos profissionais apenas como PJ, segundo a denúncia.
Em resposta anterior, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que as contratações buscam preencher vagas abertas, sem substituir quem já trabalha, e que o custo de um PJ é equivalente ao de um CLT.
O número total de demissões não foi informado. Quem tiver problemas no atendimento pode registrar reclamação na Central 1746 ou na ouvidoria do SUS, pelo telefone 136.