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Grande Rio concentra 70% dos casos de violência contra a mulher no estado, aponta Mapa da Desigualdade

Capital responde por 35% dos registros e a Baixada por 23%; em cinco cidades, todas as vítimas de violência sexual no transporte eram negras

Viatura da Delegacia de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Rio
Viatura da Deam, da Polícia Civil do Rio. Foto: Cyro Silva/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Região Metropolitana do Rio concentrou 70% de todos os casos de violência de gênero registrados no estado em 2025. O dado é do Mapa da Desigualdade 2026, elaborado pela Casa Fluminense a partir de números do Instituto de Segurança Pública (ISP).

A capital lidera, com 35% dos casos do estado. Em seguida vêm a Baixada Fluminense, com 23%, e o Leste Fluminense, com cerca de 10%. Na Região Metropolitana, a taxa média é de 16,3 registros para cada mil mulheres. O levantamento considera as violências física, sexual, psicológica, moral e patrimonial.

O estudo também mostra o risco no transporte público. Em 2025, pelo menos 113 meninas e mulheres negras foram vítimas de violência sexual em ônibus, trens, metrô, táxis, vans, estações e plataformas da Grande Rio. Mulheres negras são 55% das vítimas desse tipo de crime nos transportes. Em Belford Roxo, Magé, Mesquita, Queimados e Tanguá, 100% das vítimas registradas no sistema de transporte eram negras.

A Casa Fluminense ressalta que os números reais tendem a ser maiores por causa da subnotificação. O relatório aponta ainda que a violência contra pessoas trans e travestis quase não aparece nas estatísticas oficiais, porque o banco de dados do ISP usa apenas o critério de sexo biológico.

Em sua quinta edição, o Mapa da Desigualdade reúne 40 indicadores sobre os 22 municípios da Região Metropolitana.

Vítimas podem denunciar pelo 190, em qualquer delegacia ou nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), que funcionam 24 horas. O Disque Denúncia atende pelo (21) 2253-1177, também por WhatsApp, e o Tribunal de Justiça tem o serviço Maria da Penha Virtual, que permite pedir medida protetiva pelo celular. O Ligue 180 funciona em todo o país.

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Redação

Equipe de jornalismo do Direto do Rio.

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