Militar da Marinha é preso e PMs são alvos da PF em esquema de propina para liberar armas de CACs no estado do Rio
Segunda fase da Operação Polaridade apreendeu sete fuzis. Funcionário terceirizado cobrava para aprovar processos no sistema Sinarm-CAC.
Um militar da Marinha foi preso em flagrante nesta quarta-feira (4) durante a segunda fase da Operação Polaridade, da Polícia Federal. Ele tinha arma de fogo em situação irregular.
Dois policiais militares da ativa também foram alvos da ação. Eles são suspeitos de participar do esquema, segundo o Metrópoles.
A PF investiga a cobrança de propina para liberar de forma irregular processos de compra de armas e munições por CACs, como são chamados os colecionadores, atiradores desportivos e caçadores.
De acordo com a investigação, os interessados pagavam a um funcionário terceirizado. Ele tentava aprovar os pedidos no sistema Sinarm-CAC, usado no controle de armas, sem cumprir as exigências da lei.
Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária em Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda. A Corregedoria da PM apoiou a ação.
Os agentes apreenderam sete fuzis, uma pistola, um revólver, uma espingarda, celulares e documentos. O material vai passar por perícia.
Os investigados podem responder por corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, associação criminosa, falsidade ideológica e comércio ilegal de arma de fogo.
Desde 2025, o controle das armas de CACs passou do Exército para a Polícia Federal, que concentra os registros no Sinarm. A mudança buscou apertar a fiscalização e reduzir o desvio de armas legais para o crime.