Polícia identifica um dos suspeitos de balear arqueóloga do Cais do Valongo no Leblon; bairro tem alta de 46% em roubos a pedestre
Perícia busca digitais na moto abandonada pela dupla para chegar ao segundo criminoso; família diz que Tania Andrade Lima passa bem.
A Polícia Civil já identificou um dos dois homens suspeitos de participar do ataque a tiros contra a arqueóloga Tania Andrade Lima, responsável pelas escavações que revelaram o Cais do Valongo, na Zona Portuária. Ela foi baleada na tarde de quinta-feira (15), na Rua General Venâncio Flores, no Leblon, na Zona Sul do Rio, ao resistir a um roubo logo depois de sair de uma agência bancária. O nome do suspeito não foi divulgado.
Segundo o delegado Alexandre Netto, titular da 14ª DP (Leblon), o homem identificado faria parte de um grupo que vem atacando vítimas na região. Para chegar ao segundo criminoso, a polícia fez uma perícia papiloscópica na motocicleta abandonada pela dupla durante a fuga, em busca de impressões digitais.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um homem corre atrás da professora aposentada, a derruba na calçada e tenta arrancar a bolsa. Ela resiste, é agredida de novo e, quando pessoas se aproximam para ajudar, o criminoso dispara três vezes. Os tiros atingiram a mão, o ombro e o pescoço da arqueóloga, que foi socorrida por policiais do Segurança Presente e levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.
Depois do crime, a dupla fugiu de moto. Policiais do 4º BPM (São Cristóvão) interceptaram os suspeitos numa das saídas do Túnel Rebouças, no sentido Zona Norte, mas eles conseguiram escapar, deixando para trás a motocicleta, que era roubada, e dois celulares. Até a última atualização, ninguém havia sido preso.
Um sobrinho da arqueóloga contou que ela está bem e que os ferimentos não são graves. A família decidiu transferi-la para uma clínica particular na Zona Sul. Ele confirmou que a tia tinha acabado de sacar dinheiro no banco e caminhava em direção ao carro quando foi abordada por trás.
O caso chama atenção para a escalada de roubos no bairro. De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), a área da 14ª DP registrou 217 roubos a pedestre entre janeiro e agosto deste ano, contra 149 no mesmo período de 2025, uma alta de 46%. No mesmo intervalo, esse tipo de crime caiu 16% na capital e 17% no estado.