Tatuador é morto por PM de folga no Cachambi na frente do filho de 4 anos
Policial disse ter atirado depois que Willyan Curado da Silva sacou uma arma falsa; família contesta e Corregedoria abre apuração
O tatuador Willyan Curado da Silva, de 28 anos, foi morto a tiros por um policial militar de folga na tarde de segunda-feira (12), no Cachambi, na Zona Norte do Rio. Ele foi baleado no cruzamento das ruas Baldraco e Ferreira de Andrade, onde ficava o bar e moto clube Vikings, do qual era dono.
Segundo a Polícia Militar, o agente permaneceu no local depois dos disparos e se identificou como policial de folga. Ele afirmou que se desentendeu com Willyan e que atirou depois que o comerciante teria sacado um simulacro de arma de fogo. Testemunhas relataram que a discussão terminou com vários disparos.
Willyan morreu na hora, diante da companheira e do filho do casal, de 4 anos. De acordo com a família, a briga começou depois que uma mulher que estava no bar passou mal e o casal tentou ajudá-la. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o tatuador com essa mulher horas antes do crime.
“Ele era um ótimo pai, um marido maravilhoso e tiraram a vida dele covardemente, sem nenhuma chance de defesa, na frente de uma criança”, disse Cris Reis, familiar de Willyan.
A PM não informou se o policial foi preso em flagrante. Em nota, a corporação disse apenas que a Corregedoria Geral acompanha o caso e vai abrir um procedimento para avaliar a conduta do agente. A investigação está com a Delegacia de Homicídios da Capital.
Nas redes sociais, Willyan tinha publicado uma declaração ao filho em que dizia ter medo de não vê-lo crescer. O corpo foi sepultado nesta terça-feira (13), no Cemitério de Inhaúma.