Um ano após megaoperação com 122 mortos, Doca e outros chefes do CV seguem foragidos na Penha
Ao menos 33 alvos de mandados de prisão continuam soltos. Tiroteios caíram 61% na região, mas especialistas dizem que a facção mantém o controle.
A Megaoperação Contenção completou um ano na quarta-feira (28). A ação nos complexos da Penha e do Alemão deixou 122 mortos, entre eles cinco agentes de segurança.
Relatórios enviados pelo governo do estado ao STF mostram que ao menos 33 alvos de mandados de prisão continuam foragidos.
Entre eles estão os principais chefes do Comando Vermelho na região. Segundo o g1, eles seguem vivendo no Complexo da Penha.
O mais procurado é Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, de 56 anos. Ele tem 48 mandados de prisão e é apontado como o principal chefe do CV em liberdade.
Também seguem soltos Pedro Bala, com 9 mandados, e Gardenal, que cuidava da segurança de Doca e tem 18 mandados. Grandão, chamado de “Síndico da Penha”, e BMW, apontado como integrante de um grupo de extermínio, completam a lista.
No dia da operação, 99 pessoas foram presas e 122 armas, apreendidas. Dos 51 alvos com ordem de prisão, só 17 foram capturados naquele dia.
Desde então, os tiroteios na região caíram 61%, segundo o Fogo Cruzado. Dados do ISP também mostram queda de homicídios e de letalidade violenta.
Especialistas ouvidos pelo g1, no entanto, dizem que os números não provam que o CV perdeu força. Moradores afirmam que nada mudou na rotina das comunidades.
Na quarta, Doca voltou a aparecer como alvo de outra ação da polícia, que mira o monopólio do gás de cozinha imposto pela facção.