Copom segura a Selic em 13,75% e para os cortes: veja o que muda no seu crédito e nos investimentos
Decisão unânime interrompe série de cinco reduções. Banco Central cita piora no cenário e alta do petróleo. Próxima reunião é em dezembro.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão foi anunciada na noite de quarta-feira (4) e interrompe uma sequência de cinco cortes.
A decisão foi unânime e já era esperada pela maior parte do mercado.
No comunicado, o Copom afirmou que houve piora no cenário interno e externo desde a reunião de setembro. O texto cita a guerra no Oriente Médio, que elevou ainda mais o preço do petróleo, e diz que o quadro exige cautela de países emergentes, segundo o Metrópoles.
Antes do ciclo de cortes, a Selic ficou em 15% por cinco reuniões seguidas. A próxima reunião do Copom está marcada para 8 e 9 de dezembro.
Para quem tem dívidas, a manutenção significa que os juros de cartão de crédito, cheque especial e financiamentos não devem cair no curto prazo. Quem pode deve evitar o rotativo do cartão e trocar dívidas caras por linhas mais baratas, como o consignado.
Para quem investe, aplicações atreladas à Selic e ao CDI, como Tesouro Selic e CDBs, continuam rendendo bem. Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança segue com o rendimento fixo de 0,5% ao mês mais a TR.
A decisão foi criticada por políticos do governo. O deputado Lindbergh Farias (PT) acusou o mercado de pressionar o Banco Central, segundo o Agenda do Poder.
A projeção do mercado é que a Selic termine 2027 em 11,75% ao ano.