De volta à Alerj, Ruas promete “Assembleia pacificada” e revisão do rombo de R$ 14 bilhões
Governador eleito quer votar na próxima semana projetos sobre devedor contumaz e transação tributária; ele renuncia ao mandato em 5 de janeiro
Três dias depois de ter a eleição confirmada pelo TRE, o governador eleito Douglas Ruas (PL) voltou a presidir a sessão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta terça-feira (13) com um discurso de conciliação. “Independente da opção que cada um fez nas urnas, eu recebi o voto de confiança de mais de 4 milhões de cidadãos, mas serei o governador dos mais de 16 milhões”, afirmou.
Ruas lembrou a eleição para a presidência da Casa, em abril, quando deputados de oposição não participaram da votação e o chamaram de golpista. Segundo ele, nenhum foi perseguido. “Se eu puder deixar um legado na presidência da Assembleia, é de uma Assembleia pacificadora”, disse.
O governador eleito também criticou a campanha dos adversários, que, segundo ele, levou a Justiça Eleitoral a retirar do ar mais de 20 propagandas com ataques a ele em 40 dias de horário eleitoral.
Na pauta, Ruas quer votar já na próxima semana duas propostas do Executivo consideradas importantes para as finanças do estado: uma que cria regras para o devedor contumaz, o contribuinte que deixa de pagar impostos de forma reiterada, e outra que permite a negociação de dívidas tributárias com o estado. Os dois textos receberam várias emendas dos deputados.
O ponto central do discurso foi o orçamento de 2027, enviado pelo governo com previsão de déficit de quase R$ 14 bilhões. Ruas vai pedir à Comissão de Orçamento uma revisão das receitas e despesas com base nos últimos cinco anos. “Voltarmos ao último ano em que nós tivemos um orçamento equilibrado, quando as despesas cabiam dentro da receita”, disse.
Ruas segue na presidência da Alerj até 5 de janeiro, quando vai renunciar ao mandato de deputado para assumir o governo. Caberá aos deputados escolher o novo presidente da Casa.