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PF prende o deputado Márcio Canella e o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim em operação contra lavagem de R$ 7,6 bilhões

Ex-prefeito de Belford Roxo foi preso na oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga rede de postos de combustíveis no Grande Rio.

Retrato do deputado estadual Márcio Canella
O deputado estadual Márcio Canella, preso pela PF nesta quinta. Foto: Aline M Vieira/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (15) o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A prisão faz parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio.

Na mesma ação, os agentes prenderam o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, que foi detido em casa, em Niterói. Os dois já tinham sido alvo de mandados de busca e apreensão em julho, numa fase anterior da investigação. As ordens de prisão foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, o grupo atua como uma organização criminosa armada que usaria os postos para dar aparência legal a dinheiro de origem ilícita, com participação de agentes públicos e articulação política. Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que a rede teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.

Ao todo, a operação desta quinta cumpre seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão no Rio, em Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores e a suspensão das atividades de 112 empresas ligadas ao grupo, sendo 96 delas postos de combustíveis. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra policiais civis investigados.

Os investigados podem responder por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, entre outros crimes que podem ser incluídos ao longo do inquérito.

Presidente do União Brasil no estado, Canella foi eleito deputado estadual no último dia 4 com 197.178 votos, a segunda maior votação para a Alerj. Até a publicação desta reportagem, as defesas de Márcio Canella e de Marcus Amim não haviam se manifestado. O espaço segue aberto.

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Redação

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