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PM preso por vender voto, fiscal levada à PF e ônibus parados: os problemas da votação no Rio

TRE-RJ registrou cinco prisões por crime eleitoral no estado; em São Gonçalo, Justiça mandou empresas colocarem frota na rua sob multa de R$ 500 mil por hora.

Urna eletrônica brasileira
Urna eletrônica brasileira, modelo 2020. Foto: TSE/Wikimedia Commons (domínio público)

O segundo turno no estado do Rio, no domingo (25), teve prisões por crime eleitoral, reclamações sobre falta de ônibus e longas filas debaixo de chuva logo cedo. Segundo o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, foram cinco prisões no estado.

Em Três Rios, no Centro-Sul fluminense, um subtenente da Polícia Militar foi preso ao tentar fotografar o próprio voto na cabine. Com ele, foram encontrados R$ 114. Segundo o presidente do TRE-RJ, ficou constatado que o policial tinha vendido o voto. Fotografar o voto é crime, justamente para proteger o eleitor de pressões.

No Catete, na Zona Sul do Rio, uma fiscal do PL foi levada à Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, depois de eleitores reclamarem de boca de urna a favor de Flávio Bolsonaro no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti. Um juiz federal esteve no local, e a suspeita é de captação ilícita de voto e injúria. A PM informou que duas pessoas foram conduzidas por determinação do juiz da 16ª Zona Eleitoral.

Em São Gonçalo, o tribunal recebeu relatos de que parte da frota de ônibus não estava circulando, apesar da gratuidade. Segundo o desembargador, uma decisão judicial mandou as empresas colocarem os ônibus na rua sob pena de multa de R$ 500 mil por hora, e o serviço voltou ao normal ainda pela manhã.

O TRE-RJ também informou que um idoso que aguardava na fila para votar em Maricá sofreu um infarto e morreu. Pela manhã, houve filas sob chuva em vários locais da capital, como no Complexo do Alemão e na Uerj, no Maracanã.

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Redação

Equipe de jornalismo do Direto do Rio.

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